A demanda por Recuperação Transfere o Diferencial do Calçado para o Forro

A demanda por Recuperação Transfere o Diferencial do Calçado para o Forro

Por ITM Têxtil | 27/08/2026 | Calçados esportivos, Calçados femininos, Calçados Masculinos, Calçados Segurança, Produtos, Tecnologia têxtil | , , , , ,

O WGSN identificou, em sua leitura de silhuetas para o Outono/Inverno 27/28, a tecnologia de recuperação em calçados como um dos temas centrais de diferenciação nas coleções para o plano de coleção. A tendência está ancorada no conceito de Pausa reenergizante: os calçados de recuperação crescem à medida que os consumidores incorporam rituais de restauração às suas rotinas antes, durante e depois do esporte.

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

Dois pontos dessa leitura merecem atenção específica de quem especifica material.

O primeiro é o alcance do consumidor. O relatório não trata a recuperação como nicho de alta performance. O perfil mapeado atravessa todas as gerações, da Alfa aos Boomers, e conecta a função a estilo de vida, bem-estar, athleisure e uso diário. O segundo é a orientação de design: projetar para o conforto sensorial, com construções de recuperação que sustentem o uso durante todo o dia.

Somados, esses dois pontos deslocam a recuperação de uma categoria esportiva para uma expectativa de uso cotidiano.

 

Recuperação é função, não estética

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

 

Tecido COMFORT  7874

Tecido 7085 Comfort ITM

Existe uma diferença prática entre tendências estéticas e tendências funcionais, e ela determina onde a marca precisa investir.

Uma tendência estética se resolve no exterior do produto. Cor, recorte, textura, silhueta. É visível na prateleira e comunica sozinha. Uma tendência funcional não se resolve assim. O consumidor pode até identificar o código visual de um calçado de recuperação, mas o que ele espera é uma sensação. Se o material não entregar, a promessa se desfaz no primeiro uso.

Isso significa que a inovação migra para dentro do produto, para a camada que toca o pé. É o forro que responde por essa função, e o forro é justamente o componente que a indústria calçadista historicamente define por planilha de custo.

 

EXPAND: conforto e simplificação de processo na mesma construção

A linha EXPAND responde a essa demanda por um caminho de construção. É uma estrutura tridimensional com duas faces, o que permite que o mesmo material exerça a função de cabedal e de forro.

O efeito imediato é técnico e produtivo. Reduz a diversidade de materiais na ficha técnica e elimina etapas do processo industrial, já que dispensa a montagem de duas camadas distintas. O efeito de uso é o conforto: a linha apresenta índices elevados de transpirabilidade, permeabilidade, absorção e dessorção de suor, o que sustenta o microclima interno do calçado ao longo de um dia inteiro de uso. E permite a aplicação de diversos acabamentos que aumentam o conforto no uso do produto. 

A linha ainda comporta acabamentos especiais, o que permite ajustar a resposta do material ao briefing de cada coleção sem trocar a construção de base.

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

Tecido EXPAND 3D 7596

COMFORT, a tecnologia está no fio

O segundo caminho é o do material em si. A linha COMFORT reúne os forros da ITM projetados para máxima absorção e dessorção de umidade, alta transpirabilidade do vapor do suor, resistência certificada, solidez de cores e certificação OEKO-TEX®.

Esses artigos podem ser produzidos com fio de poliamida com minerais bioativos incorporados à matriz polimérica, que absorvem o calor emitido pelo corpo e o devolvem em forma de infravermelho longo, estimulando a microcirculação sanguínea e atuando na redução da fadiga muscular.

O detalhe técnico decisivo é onde a tecnologia está. Ela não é um tratamento aplicado sobre o tecido, é parte da estrutura do fio. Por isso, a função não depende de camadas superficiais nem se perde ao longo da vida útil do produto.

A ITM é uma das principais indústrias têxteis especializadas em tecnologias têxteis na América Latina e conhece muito bem esta tecnologia. Por este motivo, consegue produzir diversos tipos de tecido com a funcionalidade de recuperação de conforto ideais para os clientes das marcas de seus clientes, independentemente do uso ser para esporte profissional ou para calçados femininos ou masculinos para pessoas que usam o calçado durante todo o dia. 

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

Dois mercados, a mesma função

O que torna esse desenvolvimento comercialmente interessante é a dupla aplicação.

No calçado esportivo, o argumento é direto e alinhado ao que o WGSN descreve: recuperação após o exercício, dentro de uma rotina em que o consumidor já entende descanso como parte do treino.

No calçado casual, masculino e feminino, o argumento muda de vocabulário mas não de mecanismo. É o conforto de quem passa oito horas em pé, de quem caminha muito na cidade, de quem termina o dia com as pernas cansadas. A função é a mesma. O contexto de venda é outro.

Um mesmo componente atende, portanto, a dois briefings distintos, o que dilui o custo de desenvolvimento entre coleções diferentes.

 

Know how em tecidos técnicos

A ITM é uma das indústrias têxteis da América Latina com maior expertise em tecidos técnicos e tecnológicos. Esse não é um detalhe institucional. É um diferencial de mercado que a ITM investe há décadas. Isso é muito importante porque tecnologias de fio dessa natureza são licenciadas, e o acesso a elas depende de homologação junto ao fornecedor, na mesma lógica que rege a produção de tecidos CORDURA®. Quando o argumento técnico chega ao cliente, ele vem acompanhado da cadeia que o sustenta.

Imagem de calçado gerada por IA com base em tecido ITM com tecnologia de recuperação de fadiga.

O diferencial que chega ao ponto de venda

Há um último ponto que separa esse desenvolvimento da maioria dos atributos técnicos de forro: ele é muito fácil de comunicar.

Absorção de umidade e solidez de cor são atributos que o comprador técnico entende e o consumidor final tem um pouco de dificuldade em entender. Recuperação, não. O consumidor já convive com essa promessa no vestuário esportivo e reconhece o vocabulário.

Isso permite levar o diferencial para a etiqueta, para o descritivo do produto e para o argumento do vendedor. Um componente que costuma ser tratado como linha de custo passa a operar como argumento de valor, e a margem do produto final responde a isso.

Para a marca que está montando coleção de Outono/Inverno 27/28, a pergunta deixa de ser se o consumidor quer recuperação. O WGSN já respondeu. A pergunta é se o material especificado é capaz de entregar.

 

Fotos de tecidos: 7923 (cinza), 7874 (azul), 7596 (azul escuro), 7085 (bege). Fotos de produtos feitas por IA com base nestes tecidos ITM.